sábado, 10 de setembro de 2011

Contos esquecidos de Forgotten Realms

Oe, oe. Eu tô escrevendo uma história que eu pessoalmente acho divertido de fazer. Então vou postar aqui já que a dona Aline pediu.

GOGOGOGO.

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Já era de praxe alguém como Ariel Alerteyes se atrasar. Poderia ser considerado o Halfling mais preguiçoso de Cormyr. E de fato era. Quando um cidadão recorria aos seus serviços poderia ter certeza de que haveria um atraso de pelo menos 27 horas. Não havia outra opção, Ariel era o único que ia frequentemente para Suzail, capital do reino. E o único com uma lábia tão elevada. Era verão no continente e o povo de Dhedluk mantia um grande sorriso estampado nas faces, incluindo na de Ariel, que lucrava horrores nessa estação. Era especialista em barganhar. Em suas idas à capital trazia itens raros, caríssimos, por preços às vezes três vezes abaixo do valor original. O jovem halfling poderia ser um dos habitantes mais ricos de Dhedluk. Entretanto fazia questão de comemorar cada negócio bem sucedido nas tavernas com várias mulheres, geralmente chamando atenção de viajantes que passavam pela cidadezinha.
A taverna púrpura era a sua favorita. Frequentada pela a nobreza da cidade, aventureiros que procuram uma boa bebida, é claro, Ariel. O jovem de pés peludos abriu as portas do estabelecimento com duas mulheres visivelmente mais altas que ele. Arton, o barman, já previa o que estava para acontecer.


- ARTON, MEU BOM HOMEM! - berrou Alerteyes.
- Ariel, você novamente. Vejo que conseguiu vender alguma coisa bem cara.
- ALGUMA COISA? MEU VELHO, EU VENDI UMA ESPADA VORPAL.
- Eu não faço ideia do que seja uma Espada Vorpal.
- HAHAHAHA, VOCÊ É ENGRAÇADO ARTON. ME VÊ UM CHOPP. ALIÁS, UMA RODADA PRO BAR INTEIRO! É POR MINHA CONTA!
E então os taverneiros vibraram com tamanha generosidade de Ariel. Todos com exceção de uma figura encapuzada, sentada ao fundo da taverna.
Horas passaram, Ariel torrava suas peças de ouro com suas prostitutas e rodadas e mais rodadas de chopp...
- Hey, gata. - O halfling puxou papo com uma mulher de beleza estonteante. - Deixa eu te contar da vez em que eu matei um dragão vermelho.
Ela riu e prontamente respondeu.
- Ha, eu não acho que você seja capaz disso, baixinho. - levantou-se. De fato, Ariel batia em sua cintura.
- Hey, hey. Tamanho não é documento, dona.
- Acho que nesse caso é. - começou a rir novamente.
- Mesmo? Então senta ae, vou te contar uma história. Verídica.
A moça sentou-se novamente. Possuia uma expressão de curiosidade.
- Sou toda ouvidos.
- Então, irei contar-lhe da vez em que fui para a região do Mar da Lua. Histórias mencionam grandes riquezas provindo dessa região, não é mesmo?
- Ir até lá não é problema mesmo para uma dama como eu.
Ariel sorriu e continou.
- Minha cara, qual mesmo o seu nome?
- Elle.
- Elle, eu passei por lugares tais como as Montanhas Espinha do Dragão, habitada por dragões brancos e vermelhos nos picos mais altos e goblins, orcs e gigantes os locais mais baixos. Uma região selvagem e impiedosa para viajantes como eu.
- E o fostes sozinho? - A maneira como Ariel descrevia a região deixou-a intrigada.
- Não, eu possuia um grupo mas... Acredito que todos estejam mortos atualmente. Nossas viagens foram conturbadas e fomos atacados diversas vezes.
- E o que foram fazer nessa região?
- Cada um de nós possuia um objetivo diferente. Andavamos juntos por ser conveniente. Mas isso era no ínicio. Com o tempo desenvolvemos laços afetivos, amizade.
Ariel fechou os olhos por alguns instantes. Relembrou de tudo que acontecera na viagem à Espinha do Dragão. Quando os abriu novamente, focalizou o fundo da taverna. O individuo encapuzado o olhava.
- M... Merda. - Sua pele ficou branca. Estava aterrorizado, não conseguia se mover.
Elle percebeu a alteração na expressão de Ariel. Olhou ao redor com cautela e notou o homem encapuzado que perfurava Alerteyes com seus olhos. Levantou-se rapidamente, sacou sua arma e pôs-se em posição de combate.
No alto de seus 19 anos, Elle de Keshnir trajava uma cota de malha,- uma amadura feita de pequenos anéis metálicos entrelaçados e inclui um gibão acolchoado que evita a fricção com a pele e amortece o impacto de golpes. - em sua mão direita uma espada bastarda, na esquerda um escudo pequeno de madeira.
- Quem é você? - Elle apontava sua enorme espada na direção do homem. A taverna admirava a cena calada, tomada por pânico.
- Oh? A garota pretende me desafiar? Ariel, Ariel, Ariel. Você precisa a começar a travar suas próprias batalhas.
Alerteyes caiu ao chão. Urrava, chorava de medo. Elle perdeu a compostura. Jogou seu escudo ao chão, correu na direção do homem e o levantou pelo pescoço.
- PARE COM ISSO, AGORA.
O homem possuia uma expressão de neutralidade. De repente, proferiu as seguintes palavras.
- Que meu oponente padeça da exaustão extrema. Raio de Exaustão. - Botou sua mão no pulso de Elle, que agora não suportava mais o peso daquele individuo.
- Saia da minha frente, inútil. Eu tenho negócios a tratar com aquele ali.


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Ariel parou de se contorcer mas permaneceu ao chão. O homem encapuzado aproximou-se e passou a olhá-lo de cima, com desgosto. Aquilo tudo parecia um show de horrores para os destreinados olhos da clientela da taverna.
- Agora, meu caro, vamos tratar de negócios. Vejo que escapou do Assassino Fantasmagórico, bravo. - tirou seu capuz.
- Z... Ziz... - Ainda não havia se recuperado do choque que sofrera há pouco.
- Rafael de Nexus para você, escória.
- O.. O que você quer? - A dificuldade em pronunciar as palavras era notável.
- Quem está aqui para fazer perguntas sou eu, meu caro. Quero saber como um lixo como você conseguiu roubar um item meu. Vamos, Ariel. Eu vou te dar uma chance: para quem você vendeu o meu cajado do poder?
- Vend.. Vendi? Como assim? Você morre... - Antes que pudesse completar a frase, Rafael pisou em seu estômago com força.

- Resposta errada. Vou perguntar novamen...
De repente, Elle agarrou Nexus pelo capuz e o tacou para o outro lado da taverna, deixando os demais presentes atônitos.
- Hey, Ariel, você tá bem?
- AAAAAAAAH, estou ótimo. - Tentava sorrir fracassadamente.
- Ele é um oponente muito exemplar, não posso subestimá-lo. - Estava em posição de defesa.
Do outro lado da taverna, Rafael se levantava lentamente. Apesar de ser usuário de magias poderosas, seu corpo era frágil e mais um ataque daqueles era capaz de derrubá-lo.
- Ora... A garota voltou. Que inconveniente. Veja, eu não quero brigar com você e...
Elle partiu em direção de Nexus com uma brutalidade jamais vista em Dhedluk. Segurava sua espada bastarda com as duas mãos. Rafael tinha certeza de que nada era páreo para o fio daquela espada. Seria o fim se não tomasse uma atitude imediata.
Já era tarde. Ele não seria capaz de se concentrar naquela situação. O corte iria acontecer imediatamente. No último milésimo de segundo, Nexus saltou para a esquerda. Parte de seu manto negro fora cortado e um enorme talho foi feito na parede da taverna, sendo possível ver o exterior do estabelecimento.
Enquanto Elle lutava para tirar sua espada da parede, Rafael correu para o outro lado da taverna. Precisava se acalmar ou era o fim.
- Haha, você parece uma barata tonta. - Dizia Elle retirando com sucesso sua espada da parede de madeira. - Dessa vez você vai cair.
Rafael abriu seu grimório, verificou algumas páginas e logo a inexpressão, a frieza, voltaram a reinar em seu rosto.
- Meu caro, um livro não vai lhe salvar da minha lâmina.
- Mesmo? Então venha.
E Elle partiu em outro ataque brutal. O mago de manto negro permaneceu imóvel, como quem aceitou seu destino. A lâmina estava há poucos metros de causar um estrago irreversível.
Foi quando Nexus proferiu:
- Que minhas pernas tornem-se luz. Velocidade.
O alvo de Elle sumiu diante de seus olhos. Tudo que pode ouvir foram as seguintes palavras e um leve toque em sua arma.
- Que o frágil parta-se. Despedaçar. - Tocou levemente na grandiosa lâmina de Elle.
Vibrações sônicas foram emitidas por Rafael em uma frequência tal capaz de despedaçar a bastarda em centenas de pedaços. Tudo em apenas um piscar de olhos.
- Ao que parece, eu ganhei. - O mago estava parado atrás de Elle, rindo.
- M.. Minha espada.
- Veja, moça, eu não quero brig...
Uma adaga em alta velocidade atingiu o ombro do mago. Nexus deu alguns passos para trás, encostando-se em uma parede. Aos poucos foi abaixando até o nível do chão, com a mão no local do ferimento. Sua face fora tomada por dor.
- Não subestime seu oponente, garotinho. - Dizia Elle seriamente.

3 comentários:

oblivion disse...

OMG quero mais quero mais quero mais *_*


/// tem como me dizer mais ou menos que tipo de universo paralelo é esse? é um universo mais eragon ou algo mais Harry potter? .-.
Idade média ou tempo de RPG, onde tudo coexiste? me be curious

Gus disse...

É baseado em Dungeons and Dragons, precisamente o mundo de Forgotten Realms. Todos os nomes de cidades e regiões estão no mapa e no livro de regras \o\

Jasque disse...

Ei ri da espada vorpal =D

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